Impensado, pensante
Amedronta
Insistente, constante
Inexistência de repouso
Sufocante
Aterroriza, enlouquece
Consome
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Uns tragos e uns pensamentos
A partir de suas idiossincrasias decidiu parar de lamentar, planejar e idealizar uma vida que considerava como a ideal ou que o completaria mais para seguir o caminho dos ventos para conhecer, viver e desmistificar.
Só que dessa vez quer fazer sozinho. Está ansioso...
Só que dessa vez quer fazer sozinho. Está ansioso...
sábado, 31 de julho de 2010
Com um ar triste e cansada, Verônica pergunta ao seu amigo Sávio:
- Afinal, o que é ser livre? Ter um trabalho e ter independência financeira para pagar as próprias contas é sinônimo de liberdade?
- Você e essas questões não cansam de dançarem juntas, não é mesmo?
- Não ter hora pra ir e voltar, não ter que pedir permissões, não se preocupar em arrumar a cama, lavar as louças, as roupas, ou varrer o chão pois pode-se resolver fazer quando quiser, como se fosse senhor do próprio tempo. Do que adianta tudo isso se ainda existe uma prisão nos pensamentos?
- Essa conquista, a liberdade dentro de cada um, é que pode ser a tal liberdade de que você tanto procura.
- Gostaria de gozar dela ao menos uma vez e tenho buscado isso com todas as minhas forças. Sinto progressos imensuráveis e sinto-me momentaneamente satisfeita por isso. Porém, quero muito mais, quero poder saber onde piso e porque piso. Quero aprender novamente, quero ter novas experiências da minha maneira e ao meu tempo.
- Essa procura não é só sua, sabia? Não fiques tão aflita. Além disso, acho que essa resposta é um dos sentidos de nossa existência. Muita gente pensa como você, outras acham que já a dominam - alguns até que podem ter alcançado - e tem também aqueles que apenas vivem, não se preocupam tanto com essa conquista. Em alguns casos, ela até vem por conta própria. Faça isso. Viva, Verônica. Esqueça um pouco, se prive menos.
Após alguns minutos pensando em silêncio, com a cabeça levemente abaixada e num tom sério, já se virando para sair, ela responde:
- Estou tentando Sávio.
- Afinal, o que é ser livre? Ter um trabalho e ter independência financeira para pagar as próprias contas é sinônimo de liberdade?
- Você e essas questões não cansam de dançarem juntas, não é mesmo?
- Não ter hora pra ir e voltar, não ter que pedir permissões, não se preocupar em arrumar a cama, lavar as louças, as roupas, ou varrer o chão pois pode-se resolver fazer quando quiser, como se fosse senhor do próprio tempo. Do que adianta tudo isso se ainda existe uma prisão nos pensamentos?
- Essa conquista, a liberdade dentro de cada um, é que pode ser a tal liberdade de que você tanto procura.
- Gostaria de gozar dela ao menos uma vez e tenho buscado isso com todas as minhas forças. Sinto progressos imensuráveis e sinto-me momentaneamente satisfeita por isso. Porém, quero muito mais, quero poder saber onde piso e porque piso. Quero aprender novamente, quero ter novas experiências da minha maneira e ao meu tempo.
- Essa procura não é só sua, sabia? Não fiques tão aflita. Além disso, acho que essa resposta é um dos sentidos de nossa existência. Muita gente pensa como você, outras acham que já a dominam - alguns até que podem ter alcançado - e tem também aqueles que apenas vivem, não se preocupam tanto com essa conquista. Em alguns casos, ela até vem por conta própria. Faça isso. Viva, Verônica. Esqueça um pouco, se prive menos.
Após alguns minutos pensando em silêncio, com a cabeça levemente abaixada e num tom sério, já se virando para sair, ela responde:
- Estou tentando Sávio.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Homenagem.
1.60 de altura de beleza morena. Seus dentes são perfeitos, sorriso simétrico. Quando sorri, se formam covinhas milimetricamente desenhadas nas bochechas brilhantes. Daquelas de quem tem a pele boa.
Mulher de personalidade forte. Seu signo é Escorpião e faz jus às suas características. É determinada, ousada, perspicaz e intensa. Tem seu símbolo do zodíaco tatuado nas costas, próximo ao ombro. Ato de ousadia de uma adolescência regada pela contra-cultura e obstinação.
É uma trabalhadora guerreira. Acorda cedo e dorme tarde. Viaja horas, há anos, para chegar ao trabalho e mesmo assim encontra ânimo para ir à festas de amigos aos finais de semana. Nessas festas, dança mal, mas dança. Um charme sem ritmo, ou com o ritmo próprio, não sei. Porém, não faz desfeita à uma boa música. Morro de ciúmes.
Parece 20 anos mais jovem, e é. Não pergunte sua idade. Não revela. Acho que nem mesmo sabe quantas primaveras tem. Cuida-se muito bem para isso. É rodeada de cremes, perfumes e exercícios noturnos, mesmo cansada tem força para manter a forma.
Foi batizada por Maria do Socorro. Homenagem católica de sua mãe, grande mulher também (de sangue quente), à santa Maria do Perpétuo do Socorro. Mas não é santa, é humana e isso a faz perfeita.
Em casa, é mãe, filha, pai e comandante da casa. Faz mágica com suas economias e ainda encontra espaço para suas vaidades.
Enfim... uma mulher apaixonante. De encher os olhos. O amor da minha vida.
A chamo de mãe e sou o único no mundo com esse privilégio.
Recentemente, no dia 9 de maio, domingo e dia das mães, trabalhei bastante (até tarde), mas passei o dia ansioso para vê-la, homenageá-la. Fazia um mês que não nos víamos.
Cheguei e fui recebido pelas reclamações de vovó, que xingava sua filha sobre o fato de não estar presente para receber seu filho, que demora tanto para visita-las. Já estou acostumado e, por isso, não dei muita importância. A mulher da minha vida é indomável. Nenhuma data a seguraria em casa, ainda mais num dia de folga. Além disso, na mesa de jantar, ela tinha deixado seu presente para o filho (sim... no dia dela. Das mães).
Tinha preparado um verdadeiro banquete. Uma mistura de especiarias. Torta, bolo, lasanha, macarrão, arroz, feijão etc. O cardápio de minha casa não é tão rico assim, visto que só sei preparar macarrão, arroz e fritar hambúrgueres. Isso quando acerto.
Imediatamente, quase sem dar atenção aos presentes na casa, corri para a mesa e sentei em meio aquilo tudo. Meus olhos se encheram de lágrimas e a boca começou a salivar incontrolavelmente. Comecei comer desvairadamente. Não sabia nem por onde começar.
De repente ela abre a porta. Linda como sempre. Com aquele olhar de quem tenta disfarçar a alegria e saudade. Corri até a porta, lhe dei um cheiro e falei:
- Oi! Feliz dia das mães!
Ela me abraçou, sorriu timidamente e logo fechou a cara, me olhou de cima a baixo e disse:
- Não coma muito porque você está horrível com esse barrigão! Traduzindo: “Obrigado, meu filho, eu te amo.”
Sorri sem dar atenção a sua represália e voltei para a mesa.
Mulher de personalidade forte. Seu signo é Escorpião e faz jus às suas características. É determinada, ousada, perspicaz e intensa. Tem seu símbolo do zodíaco tatuado nas costas, próximo ao ombro. Ato de ousadia de uma adolescência regada pela contra-cultura e obstinação.
É uma trabalhadora guerreira. Acorda cedo e dorme tarde. Viaja horas, há anos, para chegar ao trabalho e mesmo assim encontra ânimo para ir à festas de amigos aos finais de semana. Nessas festas, dança mal, mas dança. Um charme sem ritmo, ou com o ritmo próprio, não sei. Porém, não faz desfeita à uma boa música. Morro de ciúmes.
Parece 20 anos mais jovem, e é. Não pergunte sua idade. Não revela. Acho que nem mesmo sabe quantas primaveras tem. Cuida-se muito bem para isso. É rodeada de cremes, perfumes e exercícios noturnos, mesmo cansada tem força para manter a forma.
Foi batizada por Maria do Socorro. Homenagem católica de sua mãe, grande mulher também (de sangue quente), à santa Maria do Perpétuo do Socorro. Mas não é santa, é humana e isso a faz perfeita.
Em casa, é mãe, filha, pai e comandante da casa. Faz mágica com suas economias e ainda encontra espaço para suas vaidades.
Enfim... uma mulher apaixonante. De encher os olhos. O amor da minha vida.
A chamo de mãe e sou o único no mundo com esse privilégio.
Recentemente, no dia 9 de maio, domingo e dia das mães, trabalhei bastante (até tarde), mas passei o dia ansioso para vê-la, homenageá-la. Fazia um mês que não nos víamos.
Cheguei e fui recebido pelas reclamações de vovó, que xingava sua filha sobre o fato de não estar presente para receber seu filho, que demora tanto para visita-las. Já estou acostumado e, por isso, não dei muita importância. A mulher da minha vida é indomável. Nenhuma data a seguraria em casa, ainda mais num dia de folga. Além disso, na mesa de jantar, ela tinha deixado seu presente para o filho (sim... no dia dela. Das mães).
Tinha preparado um verdadeiro banquete. Uma mistura de especiarias. Torta, bolo, lasanha, macarrão, arroz, feijão etc. O cardápio de minha casa não é tão rico assim, visto que só sei preparar macarrão, arroz e fritar hambúrgueres. Isso quando acerto.
Imediatamente, quase sem dar atenção aos presentes na casa, corri para a mesa e sentei em meio aquilo tudo. Meus olhos se encheram de lágrimas e a boca começou a salivar incontrolavelmente. Comecei comer desvairadamente. Não sabia nem por onde começar.
De repente ela abre a porta. Linda como sempre. Com aquele olhar de quem tenta disfarçar a alegria e saudade. Corri até a porta, lhe dei um cheiro e falei:
- Oi! Feliz dia das mães!
Ela me abraçou, sorriu timidamente e logo fechou a cara, me olhou de cima a baixo e disse:
- Não coma muito porque você está horrível com esse barrigão! Traduzindo: “Obrigado, meu filho, eu te amo.”
Sorri sem dar atenção a sua represália e voltei para a mesa.
domingo, 11 de abril de 2010
Devaneios
Tomando vinho barato, num copo americano, após de ter ganhado uma luta contra a garrafa, que lhe deu um banho por não tinha abridor tendo que pressionar a rolha para dentro do vasilhame, sentou e acendeu um cigarro.
Deu uns tragos e surgiram uns pensamentos.
Pensava na sua trajetória até o presente momento. Relacionou seus pensamentos à conversa com a pessoa excêntrica que conversara há pouco.
Vive um momento triste de sua vida e não encontra resposta para tal. És bem sucedido no trabalho, com os estudos as coisas caminham bem, além de estar cercado de boas amizades.
Realiza um sonho de criança e mesmo assim sente um vazio incomensurável. Hoje, acordou como Gregor Samsa em Metamorfose de Franz Kafka.
Passou o dia deitado, ouvindo as músicas de artistas que nunca faltam nesses momentos de tristeza e solidão. Aqueles maldosos, que ele mesmo escolhe, que dizem: “Vai querido, fique pior”.
Hoje pensou nos signos que a vida traz, na importância de ser grato com as coisas que Deus lhe dá, mesmo as não tão boas assim. Essas, são colocadas em sua vida para lhe trazer algum ensinamento, fazê-lo amadurecer em algum aspecto. É grato pelas coisas ruins também.
Lembrou de acontecimentos importantes, que marcaram sua vida e que o fizeram outra pessoa a partir do fato, como quando assistiu o documentário “Ilha das Flores” e passou a jogar comida em sacolas plásticas nos lixos pensando que estaria ajudando pessoas sem condições a comer uma comida protegida, sem contaminações ou depois do dia em que terminou de ler o livro “O Abusado” e tomou a decisão de que profissão pleitearia para sua vida ou até depois do dia que alguém (aquele que hoje é referência em sua vida) lhe indicou “Crime e Castigo”, posteriormente convidando-o a fazer parte do projeto embrião (que não nasceu) chamado NAIPE (Núcleo de Ação Independente de Pensar e se Expressar), virando, depois, “Ruderais” (que também não nasceu, rs).
Enfim, os pensamentos lhe chegam como tufões e o saudosismo, saudade e otimismo, lhe tomam as vistas. Não sabe muito bem onde quer chegar. Apenas quer agradecer e dizer que ama sua vida e as pessoas que tem importância nela.
Lembrou de algumas frases como: “neguinho”, “quero chorar o seu choro, quero sorrir seu sorriso...”, “dorme com Deus e seu anjo da guarda”, “filho”, “seu gordo”, “vó, é mãe duas vezes”, “e aí maluco”, “vivinho”, “que Deus e Nossa Senhora te acompanhe”, “Estou sem tempo... me diga logo... anda, diga...”.
Talvez porque já esteja sob efeito do vinho barato ou talvez porque seu copo já está vazio e está ansioso para enchê-lo, parou. Sublimou.
E é isso... parou de pensar, ou de tentar alinhar os pensamentos. Abriu um sorriso tímido, colocou uma blusa, um chinelo e foi encher seu copo. Provavelmente tomará uma garrafa inteira.
Deu uns tragos e surgiram uns pensamentos.
Pensava na sua trajetória até o presente momento. Relacionou seus pensamentos à conversa com a pessoa excêntrica que conversara há pouco.
Vive um momento triste de sua vida e não encontra resposta para tal. És bem sucedido no trabalho, com os estudos as coisas caminham bem, além de estar cercado de boas amizades.
Realiza um sonho de criança e mesmo assim sente um vazio incomensurável. Hoje, acordou como Gregor Samsa em Metamorfose de Franz Kafka.
Passou o dia deitado, ouvindo as músicas de artistas que nunca faltam nesses momentos de tristeza e solidão. Aqueles maldosos, que ele mesmo escolhe, que dizem: “Vai querido, fique pior”.
Hoje pensou nos signos que a vida traz, na importância de ser grato com as coisas que Deus lhe dá, mesmo as não tão boas assim. Essas, são colocadas em sua vida para lhe trazer algum ensinamento, fazê-lo amadurecer em algum aspecto. É grato pelas coisas ruins também.
Lembrou de acontecimentos importantes, que marcaram sua vida e que o fizeram outra pessoa a partir do fato, como quando assistiu o documentário “Ilha das Flores” e passou a jogar comida em sacolas plásticas nos lixos pensando que estaria ajudando pessoas sem condições a comer uma comida protegida, sem contaminações ou depois do dia em que terminou de ler o livro “O Abusado” e tomou a decisão de que profissão pleitearia para sua vida ou até depois do dia que alguém (aquele que hoje é referência em sua vida) lhe indicou “Crime e Castigo”, posteriormente convidando-o a fazer parte do projeto embrião (que não nasceu) chamado NAIPE (Núcleo de Ação Independente de Pensar e se Expressar), virando, depois, “Ruderais” (que também não nasceu, rs).
Enfim, os pensamentos lhe chegam como tufões e o saudosismo, saudade e otimismo, lhe tomam as vistas. Não sabe muito bem onde quer chegar. Apenas quer agradecer e dizer que ama sua vida e as pessoas que tem importância nela.
Lembrou de algumas frases como: “neguinho”, “quero chorar o seu choro, quero sorrir seu sorriso...”, “dorme com Deus e seu anjo da guarda”, “filho”, “seu gordo”, “vó, é mãe duas vezes”, “e aí maluco”, “vivinho”, “que Deus e Nossa Senhora te acompanhe”, “Estou sem tempo... me diga logo... anda, diga...”.
Talvez porque já esteja sob efeito do vinho barato ou talvez porque seu copo já está vazio e está ansioso para enchê-lo, parou. Sublimou.
E é isso... parou de pensar, ou de tentar alinhar os pensamentos. Abriu um sorriso tímido, colocou uma blusa, um chinelo e foi encher seu copo. Provavelmente tomará uma garrafa inteira.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Clássicos da Literatura
Postagem tirada do blog Sétima Aula.
http://setimaaula.blogspot.com/
Miguel de Cervantes, Oscar Wilde, Dostoievski, Homero e Euclides da cunha são alguns dos grandes autores da nova coleção da Abril, Clássicos Abril Coleções, que traz os grandes nomes em contos, poesia, romance e teatro da literatura mundial.
A coleção, formada por 30 obras em 35 volumes luxuosos, tem capa dura em tecido e miolo em papel nobre, e cada livro vem acompanhado por um caderno de 16 páginas com informações sobre o autor e sua obra. Além disso, todos os livros estão de acordo com a nova ortografia da língua portuguesa.
O lançamento da coleção ocorrerá em fases: em 26 de fevereiro nos Estados de SP e RJ, e em maio nos outros Estados. Um volume novo chegará às bancas toda semana, mas é importante lembrar que cinco das 30 obras estarão divididas em dois volumes. São elas: Crime e castigo, Dom Quixote, Moby Dick, Ilusões perdidas e Os sertões. A edição de lançamento, de Crime e castigo, trará os dois volumes pelo preço de um: R$ 14,90. Todos os demais volumes serão vendidos por R$ 14,90 individualmente.
fonte: http://www.dinap.com.br/site/noticias/conteudo_394212.shtml
A coleção completa:
Vol 1) Crime e castigo - vol. I, Fiódor Dostoiévski
Vol 2) Crime e castigo - vol. II, Fiódor Dostoiévski
Vol 3) Madame Bovary, Gustave Flaubert
Vol 4) O retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde
Vol 5) Memórias póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis
Vol 6) A divina comédia - Inferno, Dante Alighieri
Vol 7) Os sofrimentos do jovem Werther, J.W. Goethe
Vol 8) O engenhoso fidalgo D. Quixote da Mancha - vol. I, Miguel de Cervantes
Vol 9) O engenhoso fidalgo D. Quixote da Mancha - vol. II, Miguel de Cervantes
Vol 10) Hamlet, Rei Lear e Macbeth, William Shakespeare
Vol 11) Ilusões perdidas - vol. I, Honoré de Balzac
Vol 12) Ilusões perdidas - vol. II, Honoré de Balzac
Vol 13) Orgulho e preconceito, Jane Austen
Vol 14) O primo Basílio, Eça de Queirós
Vol 15) Moby Dick - vol. I, Herman Melville
Vol 16) Moby Dick - vol. II, Herman Melville
Vol 17) O falecido Mattia Pascal, Luigi Pirandello
Vol 18) O homem que queria ser rei e outras histórias, Rudyard Kipling
Vol 19) Os lusíadas, Luís de Camões
Vol 20) A metamorfose, Franz Kafka
Vol 21) Outra volta do parafuso, Henry James
Vol 22) O assassinato e outras histórias, Antón Tchekhov
Vol 23) O morro dos ventos uivantes, Emily Brontë
Vol 24) Mensagem, Fernando Pessoa
Vol 25) Coração das trevas, Joseph Conrad
Vol 26) O vermelho e o negro, Stendhal
Vol 27) Cândido, Voltaire
Vol 28) Os Malavoglia, Giovanni Verga
Vol 29) Os sertões - vol. I, Euclides da Cunha
Vol 30) Os sertões - vol. II, Euclides da Cunha
Vol 31) Contos de amor, de loucura e de morte, Horacio Quiroga
Vol 32) Infância, Maksim Górki
Vol 33) Grandes esperanças, Charles Dickens
Vol 34) No caminho de Swann, Marcel Proust
Vol 35) Odisseia, Homero
http://setimaaula.blogspot.com/
Miguel de Cervantes, Oscar Wilde, Dostoievski, Homero e Euclides da cunha são alguns dos grandes autores da nova coleção da Abril, Clássicos Abril Coleções, que traz os grandes nomes em contos, poesia, romance e teatro da literatura mundial.
A coleção, formada por 30 obras em 35 volumes luxuosos, tem capa dura em tecido e miolo em papel nobre, e cada livro vem acompanhado por um caderno de 16 páginas com informações sobre o autor e sua obra. Além disso, todos os livros estão de acordo com a nova ortografia da língua portuguesa.
O lançamento da coleção ocorrerá em fases: em 26 de fevereiro nos Estados de SP e RJ, e em maio nos outros Estados. Um volume novo chegará às bancas toda semana, mas é importante lembrar que cinco das 30 obras estarão divididas em dois volumes. São elas: Crime e castigo, Dom Quixote, Moby Dick, Ilusões perdidas e Os sertões. A edição de lançamento, de Crime e castigo, trará os dois volumes pelo preço de um: R$ 14,90. Todos os demais volumes serão vendidos por R$ 14,90 individualmente.
fonte: http://www.dinap.com.br/site/noticias/conteudo_394212.shtml
A coleção completa:
Vol 1) Crime e castigo - vol. I, Fiódor Dostoiévski
Vol 2) Crime e castigo - vol. II, Fiódor Dostoiévski
Vol 3) Madame Bovary, Gustave Flaubert
Vol 4) O retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde
Vol 5) Memórias póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis
Vol 6) A divina comédia - Inferno, Dante Alighieri
Vol 7) Os sofrimentos do jovem Werther, J.W. Goethe
Vol 8) O engenhoso fidalgo D. Quixote da Mancha - vol. I, Miguel de Cervantes
Vol 9) O engenhoso fidalgo D. Quixote da Mancha - vol. II, Miguel de Cervantes
Vol 10) Hamlet, Rei Lear e Macbeth, William Shakespeare
Vol 11) Ilusões perdidas - vol. I, Honoré de Balzac
Vol 12) Ilusões perdidas - vol. II, Honoré de Balzac
Vol 13) Orgulho e preconceito, Jane Austen
Vol 14) O primo Basílio, Eça de Queirós
Vol 15) Moby Dick - vol. I, Herman Melville
Vol 16) Moby Dick - vol. II, Herman Melville
Vol 17) O falecido Mattia Pascal, Luigi Pirandello
Vol 18) O homem que queria ser rei e outras histórias, Rudyard Kipling
Vol 19) Os lusíadas, Luís de Camões
Vol 20) A metamorfose, Franz Kafka
Vol 21) Outra volta do parafuso, Henry James
Vol 22) O assassinato e outras histórias, Antón Tchekhov
Vol 23) O morro dos ventos uivantes, Emily Brontë
Vol 24) Mensagem, Fernando Pessoa
Vol 25) Coração das trevas, Joseph Conrad
Vol 26) O vermelho e o negro, Stendhal
Vol 27) Cândido, Voltaire
Vol 28) Os Malavoglia, Giovanni Verga
Vol 29) Os sertões - vol. I, Euclides da Cunha
Vol 30) Os sertões - vol. II, Euclides da Cunha
Vol 31) Contos de amor, de loucura e de morte, Horacio Quiroga
Vol 32) Infância, Maksim Górki
Vol 33) Grandes esperanças, Charles Dickens
Vol 34) No caminho de Swann, Marcel Proust
Vol 35) Odisseia, Homero
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Natal...
Hoje é dia de esticar a lona no quintal dos fundos e começar os preparativos para a festa de logo a noite.
Cada um traz sua contribuição e, quando menos se espera, ve-se a mesa farta, cheia de iguarias.
É dia, também, da entrega do presente ao seu amigo oculto. A família e agregados, em roda, amontoados na sala ficam disputando para ver quem consegue advinhar o maior número de "amigos" e ansiosos para ver os que esses ganharam.
Logo depois, é hora de ligar o Karaokê e começar a festa sem previsão de término.
As crianças dormem em meio a bagunça e perto do amanhacer do dia, os bêbados também escolhem um cantinho. Afinal, ainda terá o almoço de amanhã.
Vem o almoço... todo mundo de ressaca. A mulherada volta com o multirão para lavar as louças e remontar a mesa, com aquilo que não foi consumido no dia anterior.
Alguns aparecem com os presentes da noite anterior e recomeça a festa.
Agora com tempo de término, final alguns precisam trabalhar para garantir a festa do próximo ano.
Esse é o Natal de algumas famílias, tempo de esquecer as inimizades, dividas e infelicidades para comemorar todos juntos, e receber a benção da reza da avó antes do alimento.
Outros Natais não são tão felizes... mas isso não vem ao caso.
Feliz Natal a todos.
Cada um traz sua contribuição e, quando menos se espera, ve-se a mesa farta, cheia de iguarias.
É dia, também, da entrega do presente ao seu amigo oculto. A família e agregados, em roda, amontoados na sala ficam disputando para ver quem consegue advinhar o maior número de "amigos" e ansiosos para ver os que esses ganharam.
Logo depois, é hora de ligar o Karaokê e começar a festa sem previsão de término.
As crianças dormem em meio a bagunça e perto do amanhacer do dia, os bêbados também escolhem um cantinho. Afinal, ainda terá o almoço de amanhã.
Vem o almoço... todo mundo de ressaca. A mulherada volta com o multirão para lavar as louças e remontar a mesa, com aquilo que não foi consumido no dia anterior.
Alguns aparecem com os presentes da noite anterior e recomeça a festa.
Agora com tempo de término, final alguns precisam trabalhar para garantir a festa do próximo ano.
Esse é o Natal de algumas famílias, tempo de esquecer as inimizades, dividas e infelicidades para comemorar todos juntos, e receber a benção da reza da avó antes do alimento.
Outros Natais não são tão felizes... mas isso não vem ao caso.
Feliz Natal a todos.
domingo, 13 de dezembro de 2009
Morre Lentamente - Pablo Neruda
"Quem morre?
Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o preto no branco
e os pingos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade."
Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o preto no branco
e os pingos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade."
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
A última volta.
Desceu do ônibus olhando seu relógio no pulso esquerdo - com a mão direita segurava um livro de capa branca e amarela -, já passava da meia noite. Atravessou a avenida e seguiu equilibrando-se no meio fio para não ter que andar na via ou na poça de barro que a recente chuva formara na calçada, em forma de armadilha para seu tênis relativamente novo.
Dobrou à direita e a sua frente apenas as luzes amareladas da rua, em declive, o acompanhavam. Virou à direita novamente, com sofreguidão e apreensivo apertou os passos discretamente. Queria chegar logo em casa. De repente, ouviu o motor da moto se aproximando: sabia que não deveria estar aquela hora na rua. Quando o som já se fazia praticamente ao seu lado, notou que o motorista reduziu a potência do motor para emparelhar a motocicleta. Ouviu-se um único disparo, seco.
Não quiseram acertar-lhe pelas costas, atiraram a queima-roupa na região do peito. Foi muito rápido, não teve tempo de fechar os olhos, caiu para trás com eles abertos e só conseguiu pensar em olhar para o céu. Naquela noite quente, ela estava lá, e chorava com a cena: a lua.
Começou a chover fino, e antes que perdesse totalmente os sentidos, viu um rato atravessar a rua correndo, enquanto a moto se perdia na escuridão que nem ela poderia voltar a iluminar.
Dobrou à direita e a sua frente apenas as luzes amareladas da rua, em declive, o acompanhavam. Virou à direita novamente, com sofreguidão e apreensivo apertou os passos discretamente. Queria chegar logo em casa. De repente, ouviu o motor da moto se aproximando: sabia que não deveria estar aquela hora na rua. Quando o som já se fazia praticamente ao seu lado, notou que o motorista reduziu a potência do motor para emparelhar a motocicleta. Ouviu-se um único disparo, seco.
Não quiseram acertar-lhe pelas costas, atiraram a queima-roupa na região do peito. Foi muito rápido, não teve tempo de fechar os olhos, caiu para trás com eles abertos e só conseguiu pensar em olhar para o céu. Naquela noite quente, ela estava lá, e chorava com a cena: a lua.
Começou a chover fino, e antes que perdesse totalmente os sentidos, viu um rato atravessar a rua correndo, enquanto a moto se perdia na escuridão que nem ela poderia voltar a iluminar.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Saudades de tempos que não voltam mais
Em um dia chuvoso, andando pelas ruas do Centro, entre aquelas pessoas super apressadas e vendedores ambulantes sempre atentos para "o rapa", cairam na 25 de março.
- Boa tarde, o senhor sabe para qual lado fica o Mercado Municipal?
- Sim, siga em frente e vire a segunda à esquerda.
(...)
Na rua de enfeites natalinos, pensou nas festas que viravam a noite e que, as vezes, acabava tendo que lavar o quintal, pois não tinha sono ou, apenas, para curar a bebedeira.
Logo à frente viu, pela primeira vez - sim, suas visitas nunca tinham dado certo -, o Mercadão e ficou impressionado com sua beleza diante aos outros edíficios ao redor que já estão defasados pelo tempo.
Na rua "K" conheceu o famoso sanduíche de mortadela e enquanto comia olhava ao redor e lembrava de coisas boas. Risadas, conversas, pessoas... Quis que também estivessem ali. Comeria até explodir e conseguiu. O que não era algo tão díficil de acontecer... Teve até espaço para um mousse de chocolate.
A visita o fez voltar no tempo... no tempo que tomava chás gelados com leite no Vale do Anhangabaú; no tempo em que ficava irritadissímo, querendo ir embora rapidamente, na própria 25 de março (que fica próximo ao Mercadão. Se soubesse, ficaria o dia aguardando lá, comendo tudo o que pudesse); lembrou dos natais, dos presentes, da família; de quando a coberta caia sobre seu corpo frio e aquele beijo quentinho na testa de "boa noite, dorme com Deus e com seu anjo da guarda" vinha livrá-lo de qualquer mal.
Lembrou de que, apesar das depressões e pensamentos negativos (e/ou depressiativos), sua vida sempre foi repleta de bençãos e que lembrar-se era o que poderia fazer no presente, pois tudo é cíclico. A vida também é feita de "saudades de tempos que não voltam mais" e que é preciso tentar criar novos momentos inesquecíveis para que ela continue tendo esse valor incomensurável.
(...)
- Obrigado.
- Boa tarde, o senhor sabe para qual lado fica o Mercado Municipal?
- Sim, siga em frente e vire a segunda à esquerda.
(...)
Na rua de enfeites natalinos, pensou nas festas que viravam a noite e que, as vezes, acabava tendo que lavar o quintal, pois não tinha sono ou, apenas, para curar a bebedeira.
Logo à frente viu, pela primeira vez - sim, suas visitas nunca tinham dado certo -, o Mercadão e ficou impressionado com sua beleza diante aos outros edíficios ao redor que já estão defasados pelo tempo.
Na rua "K" conheceu o famoso sanduíche de mortadela e enquanto comia olhava ao redor e lembrava de coisas boas. Risadas, conversas, pessoas... Quis que também estivessem ali. Comeria até explodir e conseguiu. O que não era algo tão díficil de acontecer... Teve até espaço para um mousse de chocolate.
A visita o fez voltar no tempo... no tempo que tomava chás gelados com leite no Vale do Anhangabaú; no tempo em que ficava irritadissímo, querendo ir embora rapidamente, na própria 25 de março (que fica próximo ao Mercadão. Se soubesse, ficaria o dia aguardando lá, comendo tudo o que pudesse); lembrou dos natais, dos presentes, da família; de quando a coberta caia sobre seu corpo frio e aquele beijo quentinho na testa de "boa noite, dorme com Deus e com seu anjo da guarda" vinha livrá-lo de qualquer mal.
Lembrou de que, apesar das depressões e pensamentos negativos (e/ou depressiativos), sua vida sempre foi repleta de bençãos e que lembrar-se era o que poderia fazer no presente, pois tudo é cíclico. A vida também é feita de "saudades de tempos que não voltam mais" e que é preciso tentar criar novos momentos inesquecíveis para que ela continue tendo esse valor incomensurável.
(...)
- Obrigado.
Assinar:
Postagens (Atom)